A TURI Transportes Urbanos manifesta sua preocupação com a forma como foi conduzido o processo de intervenção administrativa e a posterior contratação emergencial de uma nova operadora para o transporte coletivo de Sete Lagoas.
Na avaliação da empresa, a intervenção decretada pelo Município não produziu, até o momento, os resultados que normalmente se esperam de uma medida dessa natureza.
Em pouco mais de 48 horas entre a decretação da intervenção e a contratação emergencial de uma nova empresa, não houve tempo hábil para a realização de uma auditoria completa, investigação operacional, análise financeira aprofundada ou apresentação de um relatório técnico conclusivo capaz de apontar as causas da crise e justificar, de forma transparente, a substituição da operadora.
Uma intervenção administrativa, por sua própria natureza, pressupõe a assunção da gestão do serviço, o levantamento de informações, a análise dos processos internos, a identificação das causas dos problemas encontrados e a construção de medidas corretivas para garantir a continuidade da operação.
No entanto, até a manhã desta sexta-feira, 12 de junho, a TURI não havia recebido a presença de representantes da administração municipal ou da intervenção para assumir efetivamente a gestão operacional da empresa, realizar levantamentos técnicos, acessar informações gerenciais ou conduzir os procedimentos que normalmente acompanham uma intervenção dessa magnitude.
Da mesma forma, causa estranheza o fato de a contratação emergencial de uma nova empresa ter sido anunciada antes da divulgação de qualquer relatório técnico, auditoria ou documento conclusivo que demonstrasse as razões pelas quais a operação existente não poderia ser recuperada ou reorganizada.
A TURI reforça que toda a sua estrutura operacional, instalações, equipamentos, sistemas e informações permaneceram à disposição da administração municipal durante o período de intervenção, justamente para que fossem avaliadas alternativas que permitissem a continuidade do serviço, a preservação dos empregos, a proteção dos usuários e a estabilidade do sistema de transporte coletivo.
A empresa entende que a população de Sete Lagoas merece conhecer, com total transparência, quais critérios técnicos, econômicos e operacionais fundamentaram a decisão de substituição da operadora em prazo tão reduzido, especialmente diante do histórico de décadas de atuação da TURI na cidade e dos investimentos realizados ao longo desse período.
Mais do que a troca de uma empresa por outra, permanece sem resposta a principal questão que afeta o transporte coletivo de Sete Lagoas: qual será a solução para o desequilíbrio econômico-financeiro do sistema, já reconhecido inclusive por perícia judicial, e que continua existindo independentemente de quem esteja operando o serviço.
A TURI permanece à disposição das autoridades, dos órgãos de controle, da imprensa e da população para prestar todos os esclarecimentos necessários e contribuir para que os fatos sejam devidamente apurados.
Assessoria de Comunicação
TURI – Transporte Urbano Rodoviário e Intermunicipal Ltda